A chegada no Nepal

Todo mundo fala que o Nepal é uma versão da Índia melhorada. E foi com essa idéia que nós chegamos em Kathmandu. Estava preparada para um mundo caótico, pero no mucho.Aí eu chego em Kathmandu e descubro que na verdade o buraco é mais embaixo. Para pegar o visto de entrada já é aquele mafuá. Várias filas com uma confusão de gente que parece não entender muito bem o que deve fazer. Mesmo no meio daquilo tudo, os oficiais de imigração foram uma simpatia conosco, sorrindo e conversando, uma graça mesmo. Nem tudo está perdido. Já com o visto na mão, foi a hora de pegar as malas. NOVELA! 1 hora esperando a esteira mexer! E ao sair do aeroporto um zilhão de motoristas querendo te levar, cada um dizendo que o preço dele é melhor, mas ok, eu já esperava. Anda para lá, anda para cá, conversa com um e com outro e confirmei que o preço cobrado pelos taxistas ali estava absurdo como já imaginava, então resolvi procurar uma outra alternativa. Conversamos com um nepales que estava no nosso voo. Ele vinha de Dublin e disse que não ia ao Nepal há 6 anos, que aquela confusão era absurda, como a gente podia querer visitar um país daquele? Ele disse que aquele preço cobrado pelos motoristas era realmente ridículo, e disse que iria pegar o taxi um pouco distante dali, e se quiséssemos podiamos ir com ele e seus amigos. Desconfiei, mas como a nossa alternativa era nos render ao preço da máfia taxista ou ir com ele, acabamos indo. Aí sim eu vi o que era confusão. Ah, contei que cheguei em pleno Diwali? O Diwali, resumindo bem, é como se fosse o Natal hindu.

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Estávamos tentando sair do aeroporto as 5 e pouco da tarde em plena véspera de feriado. Melhor que aquilo não poderia ficar. O tal nepalês made in Dublin e seus amigos foram muito legais conosco. Pararam vários taxis, combinaram o preço, mas quando chegamos a uma conclusão do preço ideal e estávamos quase entrando no táxi o guarda de transito falou qualquer coisa com o motorista, que ficou procurando um outro local para estacionar mas não conseguiu e foi embora. Nesse momento os rapazes já estavam dentro do taxi indo para casa. Pelo menos já sabíamos o preço justo. Então entre muitas buzinas, vários pedintes, apitos e mais apitos de guardinhas que tentavam controlar o incrontrolável, e muitos táxis que pararam e desisitiram de nos pegar, conseguimos entrar em um. Thamel, digo eu toda segura. Aonde em Thamel pergunta(acho eu) o taxista. E meu marido olha para mim com aquela cara de ” você não tem idéia pois não temos hotel ainda, né? “. E eu respondo com um olhar de cão abandonado “não”. Vai para Thamel, no caminho a gente te explica, digo eu mais parecendo uma italiana descontrolada com muitas mãos falando a língua da mímica. Pega o mapa, pega o guia e tenta ler o nome de um hotel aleatório. O trânsito não anda, o que significa que a gente tem muito tempo para achar um hotel. O bairo Thamel não fica muito distante do aeroporto. Mas os carros não andavam!

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E estava tudo escuro, os celulares sem bateria para ajudar a iluminar, esquecemos a mini lanterna e a gente não conseguia ler nome algum no mapa nem no guia. Muito tempo depois, entre um farol alto e outro achamos um nome, Potala. Era bem localizado e de lá dava para procurar outros hoteis caso não fosse do nosso agrado. 2 horas depois, repito, duas horas depois, chegamos no tal hotel Potala. O caminho não dura 20 minutos sem trânsito. Naquela altura eu já estava num mau humor sem fim. Digamos que trânsito infernal e fome não são os meus favoritos. Pelo menos acertamos no hotel. Foi um tiro certo no escuro, ele era bacana e baratex, ainda olhamos outros na área mas este foi a melhor opção. Chegamos no Nepal as 15:20. Quando acabamos de tomar banho e fomos comer era 9 da noite. Eu achava que conseguiria pelo menos visitar a Durbar Square perto de Thamel naquele dia, ou ver qualquer outra coisa que não fosse o interior de um carro velho. Mas não. Nossas primeiras e poucas horas no país já tinham sido muito cansativas e realmente não dava tempo de nada. Queria comer e dormir.  E eu só pensava, se o Nepal tinha fama de ser o tranquilhão do Subcontinente indiano, preciso de um curso zen express para sobreviver a Índia! A boa notícia é que o pior já tinha passado. Dali para frente seria só alegria. E nos proximos posts vocês poderão acompanhar nossa pequena saga no país dos Himalaias.

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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no "sobre" e escolha "sobre mim" na barra superior.

7 comentários em “A chegada no Nepal

  • janeiro 12, 2013 a 4:38 pm
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    Ui! Que perrengue!!! Chegar num lugar em pleno feriado nacional e sem hotel. Vocês são doidos! Quanta história para contar! rsrs
    Beijo
    Claudia

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    • janeiro 12, 2013 a 8:53 pm
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      Se tem uma coisa que essa viagem fez foi render novelas. Mochileiro é assim mesmo Cláudia, perde a viagem mas não perde a história para contar! bjs

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  • Pingback: Bhaktapur- Vale de Kathmandu | Catálogo de viagens

    • janeiro 14, 2013 a 1:47 pm
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      Eu amei demais a India. Mais do que qualquer outro lugar que já fui na vida, acredita? Mas é o tipo de lugar que empapuça mesmo. Morar lá devem ser outros 500. Alias, morar em qualquer são outros 500, quando a realidade bate a porta mesmo.

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  • janeiro 28, 2013 a 1:59 am
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    Lili, q aventura!!! Já estou pensando duas vezes em ir sozinha…. imagino vcs dois lá!!!!!

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    • janeiro 28, 2013 a 7:43 am
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      Se vc for sozinha tenha alguns cuidados, mas vc é descolada, vai dar tudo certo e tenho certeza que vc vai amar!

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