Mirissa, a Bahia cingalesa

Depois de gastarmos o dia inteiro entre vans e ônibus, chegamos ao nosso primeiro destino no Sri Lanka. Mirissa! Esta foi uma indicação de amigos dizendo que Mirissa era a Unawatuna de antigamente. Fomos deixados na beira da estrada e sem muita opção acabamos ficando no hotel mais próximo de onde a van nos largou mesmo. E por sorte era ótimo. Mirissa fica no ponta sul da ilha, e é um destino maravilhoso para quem quer descansar assim como para os surfistas.

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A vila é minúscula e sem muitas opções de restaurante e bares, o que indica que é pouco turítisca e bem tranquila. Exatamente o que queríamos para os nossos primeiros dias. Muita praia e pouca gente! Passamos 4 noites em Mirisssa, o que foi mais do que suficiente para relaxar  e querer um pouco mais de agitação.O mar da praia de Mirissa é agitado e quem tiver criança pode se sentir mais seguro na parte esquerda onde fica literalmente um piscinão em alguns horários do dia.

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Quem preferir um mar piscina ou tiver medo de ondas vai continuar achando Mirissa linda, mas talvez aproveite menos. A época do ano escolhida deve ser observada. O mês de Dezembro costuma ser  de muita chuva e tudo isso influencia bastante na maré. Não pegamos praticamente chuva alguma, embora as previsões até no próprio dia, mostrassem outro cenário. Minhas fotos não mostram todas essas ondas mas vai por mim, elas existem. Palavras de quem já salvou gente no mar ressaquento de Vila Velha.

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Já os surfistas estão no local certo. Mirissa está bem localizada para quem quer ter uma base para aproveitar as boas praias de surf da região,  e de quebra ainda dá para surfar por lá mesmo. Isso sem ser superfaturado e lotado como Hikkaduwa, que é oficialmente a vila surfista do Sri Lanka. Acho que pelo menos 70% dos jovens que conhecemos em Mirissa eram surfistas. A praia me lembrou bastante a Bahia. Coqueiros, mar de águas claras, e o povo cingalês também leva a vida mansamente como os queridos baianos. As opções de onde comer e beber são poucas. Este não é o local adequado se você busca luxo e experiências gastronômicas, embora até exista um resort ou outro perdido.  Entretanto é o local perfeito para ver a vida passar lentamente, acordar a hora que bem entender, dividir a praia com 3 ou quatro pessoas por kilômetro e provar uma comidinha totalmente caseira feita por alguma mãe, avó ou avô cingalês(que é quem cozinha nas pousadas e restaurantes improvisados). Em Mirissa também pudemos ver o sol se por sempre lindamente. Um espetáculo mesmo. E o mais gostoso foi ver que essa era a única hora do dia que viamos a praia mais cheia. As famílias da pequena vila vão diariamente ver o dia se despedir, assim como vimos na India. Deixa tudo mais poétio ainda.

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Faça como eu digo e não como eu faço e se puder suba na pedra que fica entre uma praia(veja na foto abaixo) e outra para ver o dia se despedir. Deve ser lindo pois todo dia vimos alguém por ali, mas acabamos não indo.

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Não sei a realidade de Mirissa em épocas como reveillon, páscoa e feriados disputados, mas com certeza não deve ser essa paz toda que vimos. Aliás, qualquer praia na Asia triplica seu número de turistas nesta época, e consequentemente os preços. Ainda assim é uma opção bem mais tranquila que as praias vizinhas. Saímos de Mirissa com o coração apertado pois foi lá que tivemos a oportunidade de conviver com os nativos de um modo super especial, de ter um gostinho de um Sri Lanka turistico sim, porém mais autêntico.

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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no "sobre" e escolha "sobre mim" na barra superior.

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