O trânsito cingalês não é fácil: prepare-se!

Ao chegar no Sri Lanka sabíamos que um caminho mais demorado do que o normal nos aguardava para chegar as praias. E realmente foi assim, só com um detalhe: foi bem mais demorado do que pensamos. Bem mais mesmo! Para vocês terem idéia, o aeroporto fica a 1 hora e meia da capital, e de lá são mais 6 horas para Mirissa, nossa primeira parada no país. Só que todo esse caminho são apenas 200 km! Chegamos no aeroporto de manha e só colocamos os pés num hotel as 8 da noite. Isso foi um misto de burrice, escolhas erradas, pressa, pão durice e principalmente o transito!

Saindo do aeroporto, a gente só queria chegar em Colombo o mais rápido possível, pois sabíamos que do aeroporto não sai nenhuma van que vai até Mirissa. E aí que nossa gincana já começou na saída do aeroporto. Os ônibus e vans não saem de lá. Você precisa pegar um shuttle de 10 minutinhos até chegar supostamente no local de onde saem os transportes para Colombo. Mas não existe um terminal, ponto de ônibus ou mesmo amontoado de vans e onibus. Eles passam pelas ruas principais dos vilarejos e o cobrador grita o destino final com o carro ou onibus mais devagar até alguem dar sinal. Numa dessa pegamos o ônibus e aí começou nosso erro. As vans são bem mais rápidas, e demoramos mais ou menos 2 horas e meia para chegar em Colombo! O ônibus foi lotando, lotando e enquanto coube um mosca entrou gente. Não tem espaço para as malas, que vão no seu colo e está bom demais. 12 kilos no colo, não dá para mexer nem o pescoço, quase 3 horas, é isso mesmo minha gente. Sorria, você está na Ásia! Depois do trajeto maravilha até Colombo, a viagem de verdade ainda estava por vir! O carinha do ônibus apontou aonde pegaríamos a van, e pelo menos ali em Colombo saimos de um terminal, lotado de ônibus e vans. Entramos numa van e fomos. As vans são mais confortáveis e tem ar condicionado. Nelas você paga uma passagem para a mala também e vai com o colo livre. Mas nosso destino nunca chegava. Um entra e sai de gente sem fim. Um transito sem fim. Um cata corno infinito. E foi anoitecendo. E o motorista no melhor estilo cachorro doido corria, fazia ultrapassagens super perigosas, e eu só me perguntava como um gringo sobrevivia aquilo. A brasileira aqui já passou por 7 acidentes de carro na vida, pouca coisa me amedronta na estrada, então o pior para mim foi mesmo a demora, a lentidão dentro das vilas para deixar e pegar mais gente. Quando finalmente chegamos, era tarde e a van nos deixou num hotel na beira da estrada. Amanha procuramos outro, pensei. A verdade é que Mirissa se resume a uma rua mesmo e o tiro no escuro foi certeiro. Mas fiquei pensando o que quem pretende ficar numa vila ainda menor ou com menos hoteis que Mirissa deveria numa mesma situação. Como disse, chegamos de manhã no aeroporto. Não muito cedo, mas ainda assim. Chegar de manhã no país não é o suficiente para estar na vila que você deseja a tempo de escolher um hotel ou mesmo de reconhecer a área se você já tem um hotel reservado. Então tome nota dessas dicas:

Para os que pretendem economizar, o melhor a fazer é pegar uma van saindo do aeroporto e trocar em Colombo, pegando outra van para seu destino final. Alguns destinos mais populares tem vans saindo direto do aeroporto, mas não pegue o ônibus. Demora infinitamente mais e o valor que se paga a menos é muito pouco. Não lembro qual o valor exato das passagens mas pagamos algo por volta de 6 reais de Colombo até Mirissa. Ainda tem a opção do trem para algumas vilas. O grande problema do trem é a frequência. São poucos por dia, o que dificulta bastante um planejamento. Quem for chegar a tarde no aeroporto ou quem tiver tempo sobrando pode quebrar a viagem  passando uma noite em Colombo. Assim dá conhecer o que a cidade tem o oferecer rapidamente, e partir para o destino final no outro dia bem cedo. Dar uma quebrada na viagem pode ajudar bastante. Quem for chegar bem tarde o melhor a fazer é passar uma noite em Negombo, que fica a 15 minutos do aeroporto, para seguir viagem no dia seguinte.

Para quem não quiser economizar, um táxi é sem dúvida a melhor opção. Essa mesma odisséia rota que fizemos, teria durado 4 horas de taxi. Menos da metade do tempo. Certifique-se que o motorista vai pegar o caminho mais rápido, que pelo que ouvi dizer, envolve a cobrança de um pedágio. Pergunte se está incluido no preço e seja feliz. O taxi custa em torno de 180 reais. Ficamos de pão duragem e me arrependi. Hoje não ficaria, acho que vale a pena pois o caminho é longo e cansativo mesmo.

Na volta foi mais fácil pois percorremos o caminho mais longo na ida. Depois paramos numa praia que já estava no meio do caminho de volta e fez tudo ficar menos sofrido. Aliás, recomendo isso também. Fazer o caminho mais longo primeiro e ir voltando ao invés do contrário.

E não desanime! O trânsito é horrivel, a maioria dos lugares são dificeis de chegar no Sri Lanka, mas todo o resto é incrivel!

 

Facebooktwittergoogle_plusmail

lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no "sobre" e escolha "sobre mim" na barra superior.

Um comentário em “O trânsito cingalês não é fácil: prepare-se!

  • agosto 24, 2013 a 9:38 am
    Permalink

    Lili, que aventura!!! E Mirissa vale a pena???? Vou procurar se vc colocou algum post de lá. É perigoso? Ou td essa aventura é relativamente segura? Eu fui ao Sri lanka uma vez, mas fui para Colombo, rapidinho e para trabalho, fiquei só uma noite. Nem lembro direito. Saudadesss!! Mil beijos Fabi

    Responder
    • agosto 27, 2013 a 10:00 pm
      Permalink

      Fabi, Mirissa vale muito a pena. Tem post programado para amanha sobre lá. Não é nada assim de outro mundo de perigoso, é mais demorado mesmo. Mas vale! Bjs e saudades tb

      Responder
  • Pingback: Nepal, India e Sri Lanka-transporte interno | Catálogo de viagens

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *