Figuras de viagem- os Filipinos

*Nesta tag eu divido com vocês minhas observações sobre as pessoas com quem esbarramos pelas viagens da vida, e que muitas vezes fazem delas muito mais especiais. Sou uma apaixonada por gente, e acho que através delas conseguimos conhecer um pouco da cultura, dos costumes e da vida do lugar visitado de uma maneira deliciosa e leve. Enxergar um lugar através dos nativos é ver um pouco da sua essência!
Esses posts que falam de gente são os que eu mais curto escrever pois é essa a parte da viagem que eu mais amo: as pessoas! Pode ser loucura ter que sair de uma cidade que tem gente do mundo todo e tão populosa como Londres para conhecer mais gente ainda, mas nós amamos. E muitos países asiáticos são um presente para esse tipo de imersão antropologica, hihihi. Para quem conhecia a Tailândia, a India, o Nepal, o Sri Lanka e tinha acabado de chegar do Camboja, a expectativa nas Filipinas e seu povo estava nas alturas. O povo desses 5 países foram fofos nível quero comprar um navio e levar todo mundo para casa. Depois disso, óbvio que esperávamos muito dos filipinos. E por isso mesmo, a realidade foi bem diferente da expectativa. O povo é chato? Não, de maneira alguma. Aliás, me sinto até traindo as pessoas que foram legais conosco dizendo isso. Tivemos sim experiências maravilhosas, encontramos sim muita gente legal e dentro das nossas expectativas, e as fotos que eu vou postar aqui provam isso. Mas eles no geral bem diferentes dos outros asiáticos que conhecíamos ate aquele momento. Para começo de conversa, o Filipino fala inglês. E toda sua influência do passado o faz mais ocidentalizado e menos “inocente”que os outros asiáticos que conhecíamos até aquele momento.Aquela pureza e simplicidade dos indianos, cingaleses, cambojanos eu só vi mesmo nos filipinos do interior e das vilinhas nas ilhas que estivemos.

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Bastava a cidade ter um mínimo de desenvolvimento(e nesse caso é minimo mesmo) para essa inocência desaparecer.Devo dizer que alguns dos meninos que foram conosco no barco no nosso passeio de 5 dias pelas ilhas remotas que contei aqui, foram demais. Maravilhosos, atenciosos, e alguns deles até tinham um pouco dessa simplicidade que nos encanta. Nas ilhas menores fomos muito bem recebidos, vimos gente simples, muito amorosa, muito receptiva e exatamente com essa vibe que a gente ama.

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Mas não tivemos o tempo sobrando que gostariamos para interação nas ilhas já que ficamos uma noite em cada. Só mesmo na última ilha, onde conhecemos todo mundo e ganhei status de celebridade instantânea depois de ter dançado a noite toda, inclusive ” Chorando se foi”(de karaokê!!) com o Klaus com direito a 15 voltinhas seguidas, cabelos jogados e um show de lambada que só mesmo uma noite regada a cerveja com 6% de alcool e custando centavos pode proporcionar.

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No dia seguinte quando abri o olho ouvi umas 15 pessoas dizerem: Good morning, Liliana. Estávamos dormindo num bangalô sem porta nem janelas e no meio da ilha, portanto foi literalmente abrir o olho e ver toda a população da ilha nos rodeando,hahaha. Em Taytay as pessoas foram muito legais também, conversamos bastante com o pessoal do hotel, até nos ofereceram emprego quando a gente brincou que não queria embora.

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Mas não sei explicar, eles são diferentes, parece que o bichinho do Ocidente já mordeu o povo e eles não se entregam completamente, são levemente desconfiados, como se nos dissessem em pensamento: nós não somos tão diferentes, eu também sou como você. E isso não é negativo, só é diferente do que eu esperava. Nas cidades “base” e maiores como Manila, Puerto Princesa e Coron a impressão não foi boa e talvez tenha sido mais marcante, por isso a impressão final e geral do povo não tenha sido lá essas coisas.

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Ficamos muito pouco em Manila para julgar e as pessoas foram simpáticas e educadas, mas nada além disso. Por ser uma capital, não aconteceu nenhuma interação, é uma cidade grande como outra qualquer onde cada um vive a sua vida e pronto. Em Puerto Princesa nossa experiência com as pessoas foi péssima. E como foi nossa primeira parada nas Filipinas depois daquilo ficamos com o pé atrás. Eu até contei mais aqui, mas resumindo depois que voltei do tour ao Rio Subterrâneo em Sabang eu queria ir embora de Puerto Princesa no mesmo dia. Só ficamos mais uma noite porque logisticamente não era viável ir embora logo após chegar do tour. Muita gente espertinha querendo passar a perna em você, gente metida a saber tudo, gente que não queria se misturar. Em Coron as pessoas também não foram super agradáveis, nem desagradáveis. Ninguém fez muita questão, não conseguimos nos aproximar de ninguém. Não é que a experiência foi ruim e que as pessoas não são legais. Encontramos pessoas muito bacanas no país, tivemos uma ótima experiência, mas o povo não foi o ponto alto da viagem e eu queria muito que tivesse sido.

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Na veradade o povo que mais curtimos conhecer nas Filipinas foram nossos companheiros de viagem de barco, que eram estrangeiros. Foi incrível como a gente se deu bem, como a amizade fluiu e como a companhia deles fez da nossa viagem de 5 dias ainda mais legal!

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Nas Filipinas eu vi as paisagens mais lindas da minha vida. As praias mais paradisíacas, o mar mais absolutamente azul e transparente, muita coisa bonita e de cair o queixo, e muitas delas sem turismo em massa, ainda pouco exploradas e conhecidas, o que nos agrada muito. Os preços do país são muitíssimos convidativos, tudo deu certo, nenhum voo ou barco foi cancelado como acontence muito, nenhum furacão, o tempo colaborou e até os dias 2 de chuva foram bons para nos ajudar a descansar um pouco e desacelerar. Então seria pedir demais que o povo fosse muuuito legal, que nem os cambojanos? Talvez seria. É que justo a nossa parte preferida de qualquer viagem, que são as pessoas, não correspondeu às nossas expectativas. Voltamos com aquela sensação de: “Poxa, só faltou isso para ser a nossa viagem número um”. Ficamos duas semanas no país. Isso não é nada, só uma amostra, mas já da para sentir o povo. Talvez se tivéssemos explorado mais o interior, ou ficado mais tempo, ou visto mais lugares, teria sido diferente. Isso também não me impediria de voltar, até porque não foi ruim, só não foi maravilhoso no quesito “gente”. Outras pessoas podem ter uma experiência completamente diferente da nossa, nada do que eu escrevo aqui é verdade absoluta, mas certamente é a minha verdade!

 

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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 11 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Escreve todos os posts mas faz o blog junto com o marido, Klaus. Para saber mais sobre, clique no “sobre nós” na barra superior.

2 comentários em “Figuras de viagem- os Filipinos

  • Maio 18, 2016 a 3:14 am
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    Estou aqui desfiando seus posts. Estamos planejando ir em Dezembro…. Descobri que tem uma empresa aerea fazendo o trecho manila_nido direto. Depois do relato de Puerto P. acho q vou fazer de tudo pra pular essa travessia. Realmente pelo que li a cultura não é o forte. Devo balancear com Bali-ubud na ida ou na volta.

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    • Maio 18, 2016 a 6:17 pm
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      Puerto Princesa não foi o lugar que mais gostei nas Filipinas mesmo! Mas pra chegar em El Nido infelizmente tem que passar por lá…

      Responder

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