A melhor e mais barata refeição que você pode fazer num dia de sol em Londres!

27 May

Todo mundo adora falar mal do clima britânico, que só chove, blablabla. OK, o clima não é realmente dos melhores.Mas diferente do que falam os papagaios que não sabem nada e só repetem, não chove tanto assim por aqui. Vai para Berger para ver o que é chuva, meu bem. O problema é que todo mundo aguarda por um verão que não chega! E quando resolve aparecer, dura 1 semana, no máximo. Então pense num verão de 17/18 graus, mas muitas vezes com sol. É menos pior que você pode pensar. E se estiver um solzinho bacana nesse verão de 18 graus ou se você der uma super sorte de pegar os dias de 29 graus(como esta semana!), a melhor, mais barata e autêntica refeição que você pode fazer é um picnic no parque! Os supermercados ingleses tem todo o aparato que você precisa para um almoço dos deuses no parque, para um café da manhã com vista ou para um brunch renovador depois de acordar de uma noitada londrina. E não vamos esquecer dos fast foods londrinos recheados de saladinhas, sopas, sushis e até dim sum. Tem opção para todos! Para os farofeiros os supermercados oferecem um frangão de padaria para ninguém colocar defeito. Tem mesmo de tudo! Esta semana fizemos um café da manhã com tudo que se tem direito: fruta, iogurte, cereal, café, suco, croissant,etc. E dá para comprar tudo que levamos de casa em qualquer mercado pequeno. Já tem fruta cortadinha, cereal com iogurte, suco, tudinho.

Para o almoço, vai aqui uma lista dos fast food bacanas. Nada como comprar algo delicioso(e saudável!) e comer no parque!

Pret a manger- velha conhecida, tem loja na cidade toda e vende de sanduíche à sopinha!

Eat-  mesma linha do Pret, também facinho de encontrar em qualquer canto da cidade.

Itsu- amantes do sushi, tremei. Este fast food de sushi tem um dos sushis prontos mais dignos e baratinhos da cidade. Lojas espalhadas pelos 4 cantos de Londres.

Camden food co.- Essa rede de fast food tem uma proposta bacana pois oferece produtos organicos e Fairtrade. Eles tem boas sopas e uns sanduíches na Deli que são ótimos. Estão localizados dentro de algumas estações de trem/metro.

Now- eles vendem Dim sum, que é super saudável e uma delícia. Não sei se existem muitos em Londres, mas bem na saida de Liverpool Street Station tem um, e é uma localização excelente.

Hummus Bros- um fast food de Homus! Delicioso! Você escolhe alguns tipos de recheio para o prato lotado de homus que vem com um pão árabe maravilhoso. Não tem em muitos locais em Londres mas as 3 filiais são bem localizadas turisticamente: uma perto da Catedral de St Paul, uma no Soho e outra em Holborn(que é pertinho de Covent Garden) Opção excelente para os vegetarianos.

Pod food- Um local onde você pode criar a própria salada a partir de alguns tipos de “base”. Você vai encontrar alguns cafés em Londres que tem essa opção de criar a própria salada ou sanduíche com as opções da deli, mas provavelmente este é o que tem mais filiais pela cidade. As opções de saladas são gostosas, mas tem cafés com a mesma proposta e maiores opções.

Spianata- Para não dizer que não inclui um fast food especializado em Sanduíche, vai esse ai. Eles tem sanduíches mais finos e deliciosos. Destaque para os saduíches na focaccia. A maioria das filiais são na City of London.

Paul- fast food francesa incrível. Recomendo tudo por lá. Os sanduíches também tem ingredientes diferenciados e são uma delícia. Tem pela cidade toda!

E são milhares de outras opções espalhadas por Londres para um picnic de sucesso. Não perca a oportunidade de fazer um picnic num parque bacana se estiver um dia bonito. Seja ele um picnic de verdade ou…

só uma paradinha para comer a comida comprada no fast food mais próximo! O mais barato e cheio de opções é sem dúvida o supermercado, mas tem para todos os gostos. Essa é uma maneira de viver um pouco do que os londrinos vivem, observar as pessoas, e ainda por cima economizar uma graninha. Essa dica vale para muitas outras cidades européias que são bem servidas de parques, pois esse não é um hábito exclusivo dos ingleses.

 

Figuras de viagem-Marrocos

25 May

Muitas foram as figuras de viagem que encontramos pelo Marrocos.

Mas como sempre, tento colocar aqui os que refletem  melhor um pouco do país.

Primeira figura de viagem marcante foi o Karim, o rapaz que trabalha no Riad onde ficamos.  Típico moço direito marroquino. Trabalhador, muito simpático e educado, ele certamente é muçulmano mas não me pareceu do tipo fanático, embora siga a religião. Nos dias que estivemos lá era ele quem ficava até o último hóspede do Riad chegar, para abrir a porta do Riad. E algumas noites vimos ele com sua “prima”. Tão lindo ver aquele olhar apaixonado nos dois. Eles não se beijaram, nem se encostaram em nenhum momento mas pareciam realmente completamente apaixonados um pelo outro. Um dia, depois de uma longa conversa ele acabou soltando que queria casar com ela. Achei  que ele representa bem um tipo de marroquino que estudou e quer mehorar de vida, trabalha muito para isso e tenta ter uma vida honesta e tranquila, não está alheio ao mundo moderno  e diferente dele, tanto que fala inglês e veste roupas modernas, mas segue sua religião e sonha mesmo em ter uma família e poder trabalhar para sustentá-la.

Outra figura que vimos muito por lá foram os que eu chamo de malandrinho marroquino.

Como disse num post anterior, ele é uma figura que quem passa  por Marrakech certamente vai esbarrar ! O malandro marroquino usa calça jeans, tênis e casaco do mais esportivo possível, boné. Alguns usam calça e casaco esportivo combinando. Ele também deve ser muçulmano, mas se fosse do tipo mais religioso nem chegaria perto de você, mas ele quer mesmo é tirar vantagem de gringo e arrancar seu dinheiro. É esse o tipinho que vai tentar te mostrar o “caminho” certo do lugar que você procura quando estiver perdido na medina, o que  fatalmente vai acontecer, é esse que vai querer te levar para a loja do primo, dizer que tem um hotel melhor que o seu para te levar, etc. Como já disse,muito cuidado com esse tipinho! A profissão deles é tirar o seu coro. Mas o que achei interessante é realmente a combinação de malandrisse com essa roupa que mais parece uma tentativa desesperada de parecer menos marroquino e muçulmano e mais parecido com o gringo. E acho que pode até funcionar, principalmente com os mais preconceituosos. Ele assusta menos com o figurino parecido com o que estamos acostumados a ver do que um homem de vestido, ou mesmo de calça de manga comprida e blusa social em pleno 30 graus. Pelo que percebi e conversei com alguns comerciantes e com o pessoal do Riad, eles tem vergonha dessa atitude de querer se dar bem em cima dos gringos. Vejam bem, tentar vende algo por 200 quando na verdade vale 50 não é considerado passar a perna em estrangeiro para eles, é algo cultural, normal, pois a negociação faz parte. Isso para eles é totalmente diferente desse tipo de malandragem na cabeça dos marroquinos, por mais que seja tudo igual para nós.

Comerciantes- todos umas figuras. Muita gente disse que eles eram chatíssimos, e como já disse, são sim inisitentes mas bem menos do que imaginávamos. Engraçado como a grande maioria tem aquele mesmo perfil. O dono da loja está sempre lá, vendendo junto com seus funcionários, que geralmenmte são da familia. Aliás pelo que percebi as lojas são negócios de família, passadas de pai para filho. Se você está sendo atendida, leia-se negociando, com seu filho ou sobrinho a última palavra geralmente é dele. Pode fazer por tanto pai/tio? Pode sim. Achei  os comerciantes tipicos pais de familia, homens de respeito. Eles são quase uma insituição do país, assim como os souqs. Indo ou não no Marrocos é possível que você já tenha ouvido falar deles. Aliás, conheço gente que tem vontade de ir ao Marrocos só pelos souqs e suas compras, o que mostra a importância dos comerciantes por lá. E apesar da insistência, achei que a simpatia é bem apreciada. O Klaus gosta de dizer que nesses lugares ele prefere ser simpático e ter que aguentar o assédio dos comerciantes pois o sorriso dele será lembrado com carinho no final do dia e ele terá feito a diferença na vida de alguém. E essa tática dele uma vez ou outra dificulta e nos faz passar por situações bizarras mas na maioria das vezes dá certo, e no Marrocos foi assim. Acho que aonde passamos o povo gostava tanto dele que quando o Mister sorriso dizia um não mais sério eles respeitavam. Ou ficavam com medo?rs Não sei, mas funcionou. O que me faz pensar que os comerciantes, além de pais de familia e insistentes também tem coração!

*Esta é uma tag para falar um pouco sobre as pessoas com quem esbarramos pelas viagens da vida, e que muitas vezes fazem delas muito mais especiais. Sou uma apaixonada por gente, e acho que  com elas conseguimos conhecer um pouco da cultura, dos costumes e da vida do lugar visitado de uma maneira bem especial. Enxergar um lugar através dos locais é ver um pouco da essencia dele!

Cuidados essenciais no Marrocos-parte 2

16 May

Continuando o post anterior, sobre cuidados essenciais no Marrocos.

 Taxistas- Quanto aos taxistas, sempre melhor pedir para o hotel/Riad chamar um taxi confiável. Muita gente que eu conheço teve expericência ruim com eles, mas nós não. Saindo do aeroporto, eu preferi pagar talvez mais caro mas já contratar o translado oferecido pelo Riad(15 euros). Recomendo fortemente. Primeiro para não ficar na mão de qualquer taxista na chegada, quando você ainda não sentiu como se comportar no local, e eles sabem disso e abusam. Sem contar que para quem vai ficar hospedado na Medina é bom já ter um taxi que conhece o seu hotel pois alguns locais são bem dificies de encontrar e os taxistas são meio perdidos. O que são alguns míseros euros a mais para evitar fadiga? Nada! Alguns taxis marroquinos estão caindo aos pedaços, outro ponto para os taxis conhecidos, que geralmente são carros decentes. Pelo menos essa foi a nossa experiência. Aeroporto, estação de trem e ônibus acho que são os piores lugares para cair nas mãos de taxistas sem noção, não só no Marrocos mas em qualquer lugar, então cuidado redobrado com eles nesses lugares. Os táxis por lá, assim como na Tailândia, se recusam a usar o taxímetro e querem um valor fixo. Tente ao máximo ser firme para que eles usem. Mas vai ser dificil, aviso logo. As duas vezes que precisei pegar táxi na rua não teve jeito. Eles não ligaram o taximetro e não teve conversa. Mas eram locais muito turísticos e sabia que isso iria acontecer. Discutimos o preço e assim foi. Lógico que paguei mais do que usando o taxímetro, mas não foi absurdo em nenhum dos 2 casos. Em um sai andando e ele veio atrás de nós dizendo que aceitava nosso preço. Essa tática dificilmente falha.  Fato curiosos:  um taxista que nos atendeu só tinha 1 perna?! E ele era todo divertido, e fazia piada da própria situação. Disse que era uma oportunidade única nossa, o dia de sorte! Pois em qual outro lugar do mundo há um taxista sem uma perna? Na foto não dá para ver direito, mas tentei!

 

 Andando na praça Djemaa el fna –Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. É um lugar que você tem que ver se passar por Marrakech, mas é onde os turistas viram presa fácil para todo o tipo de espertinho marroquino. Então não dá para dizer: evite a praça pois lá ficamos mais vulneráveis, blablabla se a única certeza quando em Marrakech é que você vai passar ali. Minha dica número um é, antes de qualquer coisa ande pelos cantos primeiro para reconhcer o terreno, principalmente a noite, que é quando a praça fica mais interessante, e lógico lotada.  A praça é bagunçada mas tem um divisão imaginária meio lógica. Uma parte dos animais(cobra, macaco etc), uma da comida, uma dos contadores de história,e por ai vai. Para tirar uma foto desse povo melhor usar o zoom. O problema não é pagar, pagaria com prazer. O problema é que tem sempre um bafafá, se você dá 1 euro eles querem 2, e se você está acompanhada eles querem convencer todo o grupo a tirar foto também, e no fim fica uma confusão tão grande que não sai foto nenhuma e ao invés de se divertir, você se aborrece. E se a intenção é só tirar foto da pessoa ou do bicho, eles querem te convencer a também sair na foto, enfim tudo para fazer valer mais. Os mais chatos são sem dúvida as pessoas com animais e as mulheres da henna. Geralmente quem tem algum animal joga o bicho em você de repente, e quando vc se dá conta já está ali com o animal no colo ou no pescoço sem ter pedido. Aí já que o estrago foi feito você tira a foto. E aí danou-se o cara vai encher seu saco para tirar mais foto, ou para pagar o que ele quer, etc. A mulher da Henna também é sagacidade pura. Coloca qualquer malandro carioca no chinelo! Ela vem só falar com você como quem não quer nada, e é super simpática. Em dois milésimos de segundo ela começa a pintar a sua mão e já que começou você acaba deixando, e no final se vê negociando o preço daquilo que você nem queria, e pior, depois de já ter sido feito. Ou seja, você fica 100% na mão dela.  Eu escapei das 2 situações por pouco, mas vi várias pessoas passando por isso. Eu ODEIO macaco e meu marido mais ainda. Por 1 segundo um cara não colocou aquele bicho no ombro do Klaus. Dei chilique, tem até um vídeo desse momento exato! A mulher da henna quase me pegou. Elas são muito rápidas mesmo. Chegou a sujar minha mão de leve . Com essa eu fiquei bem brava ! Nós demos muitas voltas pelo meio da praça mas na hora de fotografar só com zoom pelos cantos. E andamos bem espertos também. Escrevendo assim parece até que foi uma operação de guerra, mas nem foi. Nos divertimos muito, mas tem que ficar mais esperto que os malandros marroquinos para não se aborrecer. No lugar da comida também. É uma competição para ver quem vai ficar com o cliente, mas sem colocar a comida na sua boca para depois pagar, afinal eles ainda não fazem milagres! hahaha O Klaus fez um vídeo muito legal, será que eu consigo postar aqui um dia? Ele colocou a camera pendurada no pescoço e ligou. Parecia só que ela estava no peito dele desligada, mas não. Mas uma vez, eu não me importo de dar dinheiro, é o que vem depois que irrita, então foi um bom registro.

Negociando e foco nas compras-  Não se engane, você vai comprar no Marrocos. Palavras de uma pessoa que gosta de comprar em casa, mas jamais coloca isso como prioridade nas viagens. Dificilmente volto com mais de 1 lembrancinha dos lugares, mas no Marrocos é impossível se segurar. Portanto, regra número 1, foco! Não compre nada no primeiro dia, analise o terreno antes. Se você já não tem idéia do que comprar, olhe bastante e faça uma lista mental para não voltar do país com uma saia de bicho grilo que não tem nada a ver com você, ou um chá exótico que você jamais irá tomar, ou um enfeite ridículo de casa que parecia tão lindo quando você comprou, mas que podia ter saído da casa daquela tia brega . Tudo fica mais bonito nas barracas coloridas e lotadas, e os vendedores marroquinos não estão ali para fazer amigos, os caras querem vender a todo custo. Negocie sempre antes. Nenhum produto tem preço, mas a sua cara tem. Geralmente o preço real é menos de 1/3 do original oferecido. Muitos deles perguntam quanto você quer pagar. Se você não tem noção, devolva a pergunta até ele jogar o preço inicial.  Na dúvida deixe para depois,e pergunte o preço para algum local que não será benficiado com a compra, como alguém do hotel, para saber o preço real e justo na hora de negociar. Fiz isso com alguns itens antes mesmo de tentar comprar, assim já estaria preparada se eles me perguntassem quanto queria pagar. Fique tranquilo, eles não só não se ofendem com a negociação, como é uma tradição do país. Não há compra sem ela! Mas não negocie algo que não quer, isso sim ofende. Não vai comprar? Agradeça e saia andando, ou só olhe, deixe o vendedor insistir por 1 minuto, agradeça e saia. Não fique alugando um cara meia hora só pela diversão, isso é o trabalho dele. E se chegarem a um acordo em relação ao preco, compre. Essa coisa de só dar uma olhadinha não serve se você consentiu  que o vendedor  ficasse ali gastando vários minutos de saliva.  Poderia fazer um post só de negociação, mas para não ficar repetindo o que já foi dito, tem dois posts ótimos nesse tema, no Sundaycooks sobre os taxis em Lima e no Drieverywhere sobre negociações na hora das compras que ela usou na China. Eu faço muito do que está descrito nesses posts e assino embaixo. Acho que eles servem para a China, para o Peru, para o Marrocos e tantos outros locais!

Pequenas atitudes que podem fazer a sua experiência no Marrocos muito mais especial!

Cuidados essenciais no Marrocos-parte 1

14 May

Muitos amigos me falaram milhares de coisas sobre o Marrocos, de como os comerciantes era insuportávelmente insistentes, de tanto de cuidado que uma mulher deve ter, dos taxistas, etc.  Não gosto de criar muitas expectativas nem positivas e nem negativas pois o que é maravilhoso para mim pode ser péssimo para outra pessoa, então melhor esperar para tirar as próprias conclusões. Mas quando todo mundo diz quase a mesma coisa, é bom abrir o olho. Então li bastante para saber mais ou menos o que me aguardaria, e acho que ajudou. Apesar de não ter sentido nem metade do que a maioria das pessoas em relação as coisas negativas, soube me preparar bem e saber o que me aguardava. Talvez por isso mesmo a minha experiência foi positiva.

Vou listar alguns cuidados básicões que eu achei importante ter quando visitar o Marrocos, em especial Marrakech.

Mulher sozinha, pode? Eu achei que sim. Nào foi minha experiência, mas vi várias muheres sozinhas turistando como nós. Só no nosso Riad(de 6 quartos) vimos 2 mulheres sozinhas e  2 amigas viajando juntas. No restaurante da dança do ventre também vimos duas mesas com mulheres sozinhas. Acho que isso exige alguns cuidados, lógico, mas nada muito complicado. Eu particularmente não ficaria hospedada fora da Medina ou em algum local onde precisasse andar muito ou pegar taxi. Os taxistas são terríveis e são sempre homens, acho que uma mulher sozinha dentro de um táxi desconhecido pode ficar mais vulnerável. Já um taxi que sai do seu hotel é alguém conhecido geralmente, ou de cooperativa, algo com referência, mas quem precisa pegar táxi toda hora pode acabar tendo que se render a qualquer taxi de rua. Também não me arriscaria muito em bares sozinha. Só iria para um bar ou balada sozinha se fosse algo mais preparado para o turista. Como isso não faz meu estilo, não iria,rs. Na hora de ir num restaurante, escolheria algo menos rústico. Dá para fazer isso sem ter que se render a algo “plastificado”. Qualquer Riad por exemplo, serve uma comida típica, tudo super caseiro e autêntico, mas é um local onde dificilmente uma mulher sozinha terá algum problema. Para quem não estiver hospedada num Riad, há muitos restaurantes Riads que tem um clima mais caseiro que outros restaurantes e pode ser menos intimidante. Se fosse beber álcool e estivesse sozinha também escolheria um restaurante ou o hotel/Riad para fazê-lo. Aliás, mesmo nós dois fizemos isso. Não acho que o Marrocos seja um local que inspira badala, e mesmo nós que somos super noturnos e boemios não fizemos nada além de beber um vinho no Riad e tomar um cervejinha em um dos jantares. Mas nenhum dos conselhos vai ser mais eficiente para uma mulher ter o mínimo de dor de cabeça do que o seguinte.

Se misturando com a multidão –  uma coisa que ajudou muito no meu caso, foi o fato de parecer um pouco daquela região. Não que eu seja a típica marroquina, mas eles ficavam às vezes na dúvida, e o fato de não ser loira do olho claro (nem o meu marido) me deixava menos em evidência, um alvo menos óbvio para espertinhos. Mas isso não é uma dica, é uma constatação. não estou sugerindo bronzeamento artificial e tinta preta no cabelo,rs. O que quero dizer é quanto menos a pessoa se destacar melhor. É dificil passar por um local, mas não custa evitar parecer o tipico gringo há kms de distância. Por isso eu bato na tecla da importância de se vestir respeitando a cultura local. Sem dúvida quanto menos em evidência a pessoa fica, mais fácil será lidar com o assédio masculino, dos comerciantes e dos malandros de plantão. E isso não significa se cobrir de cima em baixo com um pano no rosto. Mas cobrir os ombros, usar algo que seja abaixo do joelho, não usar decotes profundos e provocantes, roupas justas ou transparentes é sim essencial. Há quem ache um exagero e óbvio que você vai ver várias pessoas que não estão assim, e que na nossa cultura não estão nada provocantes, mas um ombro de fora a mais pode sim fazer a diferença. Parece dificil, mas não é! Qual mulher não tem um vestido longo no armário? É só colocar um casaquinho, uma echarpe ou algo que tape os ombros caso ele seja sem mangas e está pronta. Ou uma legging com um vestido mais soltinho, por exemplo. Homens, não pensem que com vocês é diferente. É sempre melhor usar calça e blusa de mangas(não precisa ser comprida). Por isso eu acho que a época ideal para conhecer o país é qualquer uma menos o verão! Para as mulheres loiras prender o cabelo pode ajudar bastante. Na verdade para as mulheres em geral. A gente não precisa radicalizar e colocar um lenço na cabeça, prender já ajuda. E naquele calor fica fácil. Enfim, homem ou mulher, sozinha ou acompanhada, não precisa virar muçulmana, mas quanto menos ficar escrito na testa  “turista”, melhor. E se está na sua cara que você é turista até de burca, não custa mostrar um pouco de respeito pela cultura e religião deles. Com certeza a atitude sera valorizada.

Se perdendo na Medina e os malandrinhos GPS profissionais: esse é o “perigo”mais comum de Marrakech. Por isso mesmo algo mais que essencial para afastar os malandros é ter um bom mapa da Medina. Os mapas de fora da Medina costumam ser bons, mas da Medina é bem dificil encontrar um acurado. É tudo muito igual, as ruas são minúsculas e muitas não tem nome. É quase uma atração turística se perder la dentro. Eu não encontrei o mapa ideal, mas por incrível que pareça o que melhor nos atendeu foi o do Top 10 Marrakech, que é uma versão compacta com o top 10 de tudo do guia visual da folha. Ele foi essencial. Bastava fazer cara de “não sei onde estou” para aparecer 20 querendo ajudar. Muitos deles são crianças. Elas pedem dinheiro, mas não fazem muito mal. Só são mais insistentes(e convincentes) que qualquer adulto, então melhor evitar. Vou falar mais dos malandrinhos profissionais no Figuras de viagens. Como disse,  achei que o povo seria mais insistente, mas é bem melhor do que imaginava. Lógico que eles são sim insistentes e tem os espertinhos de plantão. Mas tem algumas coisas que dá para fazer para assustar os inconvenientes. Primeiro de tudo, não dá para ser grosseiro.  Agradeça e diga que não quer a ajuda que eles oferecem ou o que eles estão vendendo. Eles vão insistir uma ou duas vezes, mas se você falar com firmeza eles desistem. Se partir para grosseria, se falar de maneira mais agressiva eles reagem super mal, se ofendem e o tempo fecha. Depois de 500 pessoas te enchendo o saco fica muito fácil perder a paciência, mas pode acreditar em mim, ser firme mas educado surte muito mais efeito e o não é muito mais respeitado desta maneira. A gente tem que ter em mente que a insitência na hora da venda é uma questão cultural e que esses malandros que tentam tirar vantagem dos outros também. Se estiver perdido pergunte a algum comerciante. Eu achei que essa dica seria super furada porque eles são chatos e querem vender, mas funciona muito. Todos os comerciantes a quem pedimos ajuda foram muito legais. Mas não confunda comerciante com o carinha que fica fazendo propaganda  e entregando folheto das lojas. A função dessas pessoas é exatamente te levar para o estabelecimento dele, então ele vai fazer de TUDO para isso. Inclusive te ensinar o caminho completamente errado para você passa na frente da loja.

 

O post todo ficou muito longo, então achei melhor dividir em 2.

Aguardem pois ainda esta semana sai a outra metade falando dos cuidados essenciais no Marrocos!

Restaurantes BBB em Marrakech

4 May

Nós comemos em alguns lugares que gostaria de indicar em Marrakech. Porque comer no Marrocos não chega a ser tão complicado como na Índia, mas também nào é uma tarefa super simples.

O primeiro de todos é o mais bem localizado e onde comemos uma das melhores comidas da viagem, o Chegrouni.Apesar de ser enorme, ele sempre tem alguém sentado, seja num horário mais fora do comum, ou no almoço e jantar(quando realmente LOTA). Não é para menos. Ele fica bem na praça Djemaa el-Fna, é bem baratinho e serve uma comida maravilhosa! O cardápio não é vasto, portanto aposte nos clássicos tajine ou couscous. Nós pedimos os 2 e ambos estavam uma delícia. Mas o couscous era algo de outro mundo. Quem não curte doce com salgado fique longe pois o couscous chega até ser meio doce, mas super soltinho, muito temperado, no ponto.

Outro lugar que fomos, também por indicação do Lonely Planet é o  Haj Mustapha que fica na parte leste do Souq Abuleh. A única maneira de encontrar é andar pelo leste do Souq e perguntar até encontrar.

Esse merecia até um post só dele. É uma budeguinha no meio do souq que serve uma comida que não se come em qualquer lugar do pais, tanjia. Não confunda tanjia com tajine! Esse prato é tipicamente de Marrakech e nada mais é que uma pedaço enorme de carne cozida com um tempero que deixa a mão toda amarelada, mas é uma coisa deliciosa. A carne desmancha na boca, algo que tem que provar. E nesse lugar que fomos comer só tinha marroquino. Fomos as estrelas da noite, rs. O lugar é muito simples mesmo, equivalente a um boteco copo sujo do Brasil, mas o atendimento foi ótimo, apesar da comunicação em inglês não existir.O fato deles só servirem um prato ajuda.  A carne uma delícia, e o preço super barato. Você tem que comer com as mãos, pois eles não tem talheres. O caldinho gorduroso da carne é comido molhando no pão. E fizemos a loucura de pedirmos um prato para cada um. O garçom se espantou mas trouxe. Quando chegou entendemos o espanto. O prato é só carne e pão. Deve ter mais de 1kg em cada prato! Mas estava tão gostoso que comi mais do que deveria. Um prato médio teria dado tranquilamente para nós dois que somos bem gulosos. Pelo que vi tem pratos médios, grandes e pequenos. Aconselho pegar um a cada 2 pessoas e se quiser mais pedir depois. A bebida de acompanhamento é logicamente chá de menta!

Também fomos a um restaurante para vermos dança do ventre. Não foi exatamente o que eu queria. Queria mesmo era um local com uma arquitetura típica e com dança do ventre com mulheres com velas na cabeça, que é algo bem marroquino. Mas a preguiça de ficar procurando um local mais distante de onde estávamos foi maior. E aí quando vi no guia que havia um restaurante com dança do ventre E bebida alcoólica bem na praça Djemaa el-Fna decidi que seria lá mesmo. E bem no caminho para nosso Riad. Tudo muito encaixado para procurar outro local. Já estava com saudade de uma cervejinha…  Não sou movida a álcool, mas de férias uma cerveja cai muito bem.E então fomos. A comida estava uma delícia, o local é interessante, o antedimento bom, mas um local só para turistas mesmo. Mas numa circunstância de igual preguiça eu voltaria lá, então acho válido recomendar. O show de dança do ventre foi bacana também. Rimos horrores! O preço um pouco acima da média do Marrocos(o que ainda não é caro), cerveja cara, mas valeu a pena sim. O nome(finalmente!hahaha) do restaurante é Le Marrakchi.

Por fim, não posso deixar de falar da experiência de comer na praça Djemaa el-Fna. A comida não é boa, mas foi tào divertido só pelo fato de sentar lá, conversar com os garçons, ver aquele furdunço de todo mundo tentando fazer você sentar na barraca deles, então eu curti. Vale pela diversão.

A única dica que dou é, comam alguma comida que seja quente, fervendo! Assim a chance de pegar alguma “ziquizira”diminui.

Quando nos perguntaram de onde éramos e falamos Brasil, o garçom não tinha noção alguma de onde era. Juro! Ele já tinha ouvido falar do Brasil, mas pensava que o Brasil era na África, ali pertinho. Ai o professor Klaus desenhou um mapa mundi bem mequetrefe e deu uma aula de geografia . Foi juntando garçom em volta dele, foi engraçadíssimo. E o jantar que já era baratinho, saiu metade do preço tabelado. Meu marido sempre faz amizade, não tem jeito!

Aproveite a comida marroquina, que é sem dúvida uma atração e tanto do pais!

Roteiro básico de um dia em Marrakech

26 Apr

Claro que a capital do Marrocos tem muito mais a oferecer do que você vai ver nesse roteiro de um dia. Mas depois de curtimos a Djemaa el fna um dia inteiro, andarmos pelos Souqs etc, gastamos 1 dia único nas atrações principais. Isso porque como disse em outro post, Marrakech não tem uma atração super memorável como a Torre Eiffel ou o Big Ben para chamar de seu. Sua atração é ser Marrakech, ser aquela confusão toda que irrita e agrada ao mesmo tempo. Então um dia foi suficiente para ver o basicão sem cansar da poeira,do barulho e da confusão. E passando no papel, não fizemos nada mais nada menos que isso:

 Badi Palace. Resumindo o Palácio não é mais Palácio, você só vê as ruínas. Mas é tão silencioso e baratinho para entrar que vale. Tenha em mente que você não vai ficar por horas lá porque além de não ter muito para ver, o sol na moleira sem nenhuma sombra para se esconder mata qualquer um.

 Fomos também  nas Saadian Tombs. É lá que estão enterrados os 60 membros da dinastia Saadita. Fica pertinho do Palácio e achei mais interessante. Oportunidade de ver um cemitério bonito! Eu tenho uma certa curiosidade por cemitérios desde sempre. Não tenho vocação para gótica nem sou do tipo que tem hábitos excêntricos, mas me sinto em paz , talvez pelo silêncio. Eu gostei, achei que é uma boa amostra da arquitetura marroquina. Assim como as outras atrações da cidade o preço da entrada é uma pechincha.

 

 

 

 Jardim Marjorelle. Amei! Ele fica mais fora de mão do que as outras atrações mas gostei demais. Estavámos suando em bicas em pleno inverno e chegar nesse jardim foi um bálsamo! Super fresco e cheiroso. Sem contar que lá tem uma concentração numerosa de cactos, e eu sou completamente apaixonada por eles. O preço de entrada é mais carinho, mas valeu cada centavo. Sem contar que para quem gosta de moda e arte é imperdível pois ele foi desenhado pelo pintor Jacques Marjorelle e o dono deste jardim foi Yves Saint-Laurent, que teve suas cinzas espalhadas pelo jardim em 2008.

 

Medersa Ben Youssef. Uma das poucas mesquitas que libera a entrada de não muçulmanos. Apesar dos guias dizerem que ela não é assim tão linda como outras mesquitas eu amei. Recomendo altamente entrar lá! Sempre lembrando que para entrar em mesquitas homens tem que estar de calça e mulheres com os ombros e pernas cobertas.

 

Também voltamos na frente da  Koutoubia Mosque para ver mais um por do sol lindo, e apesar de termos passado um dia inteiro caminhando pela Djemaa el fna e pelos Souqs, repetimos a dose nesse dia também. A gente adora uma feira, um burburinho que mistura tudo quanto é tipo de gente. E essa praça é justamente isso.

Também vimos alguns portões da Medina, mas não tem nenhuma foto postável, todas péssimas. Também é imperdível! Mas quem ficar fora da Medina pode tirar foto toda vez que entrar nela, então nem precisa incluir num roteiro.

Ficaram de fora de um roteiro básico a Maison Árabe e Museu de Marraquesh. Eu vou contar uma coisa para vocês, hoje em dia eu só vou a museu em viagem quando me interessa muito, quando faz parte do clima da cidade, como em Florença e Paris por exemplo, ou quando o museu é mais leve como o D’orsay que já tem aquela arquitetura tão linda que mais parece que você está passeando a toa e não olhando as obras(maravilhosas, por sinal). E não é que não dê valor a um museu, pelo contrário. Acho que aprendi a valorizá-los e sei muito bem que em 4 horas de intensivão num museu onde dá para passar 1 mês eu vou ficar mais cansada do que curtir a arte em si. Então prefiro não banalizar e ir por ir. Vou em exposições muito legais, e vou sempre aos museus em Londres em doses bem homeopáticas para ver uma obra aqui e outra ali. Quero saborear. E como não estava nada a fim de me enfiar num museu e o tempo era curto, ele ficou de fora. A Maison árabe é um hotel e não era prioridade. Nem sabia se dava para entrar lá sem ser hospede e como funcionava. Não quis correr e acabou ficando para trás. Mas deu para sentir bem o gosto da cidade com esse roteiro.

Ait Benhaddou e Telouet

23 Apr

Eu sempre tive na minha cabeça que quando fosse ao Marrocos deveria passar uma noite no deserto e principalmente acompanhar o por e o nascer do sol no Sahara . Mas como tivemos 4 dias completos no país e estava no inverno, achei melhor mudar os planos. Dizem que o frio noturno no inverno é insuportável. Sem contar que com 2 dias dava para fazer um passeio super corrido, mas não era o que eu queria. Então a decisão de fazer um tour pelos dois kasbahs mais conhecidos e bem preservados do Marrocos e chegar na porta de entrada do Sahara foi a solução. E não me arrependi! Fizemos um bate e volta com um tour privado. O passeio é puxado para fazer em um dia, mas por ser um tour privado não sentimos tanto. Muita gente faz em dois dias mas pelo que li o segundo dia nada mais é do que estrada. Tudo era feito no nosso tempo, e não corremos para ver nada. Até para sair de casa o motorista nos esperou 10 minutos para terminarmos o café da manhã. Usamos o roteiro sugerido por eles, mas como o tour é privado você pode acrescentar ou exlcuir o que quiser, desde que seja dentro de um tempo razoável. Não dá para esperar que o motorista fique até meia noite com você.

A primeira parada foi no meio do Tizi n Tichka pass, que é a estrada que liga Marraquesh a Ouarzazate e cruza todo o High Atlas.

Por ser na montanha, a vista em si já é uma atração e tanto.

Mas as curvas não facilitam.Na ida meu marido quase passou mal e na volta eu que fiquei mareada, ou seria curveada? Para cada “perna” da viagem são 3 horas e pouco de estrada. E pelo menos 2:45 só de curva. Mas curva sem economia, das bem bravas mesmo. Por isso eu realmente acho que o melhor é  fazer essa viagem num tour privado, onde se tem a liberdade de poder parar quando o estômago pedir, ou fazer um tour de 2 dias para não sobrecarregar tanto. Ou ainda melhor, fazer uma viagem de ida somente, seguindo viagem pelo país. Depois de muitas curvas, chegamos a Telouet, o primeiro Kasbah a ser visitado. Kasbah é uma vila/forte de casas daquelas de barro. Pelo material usado nas casas muitos dos Kasbah antigos são bem acabados. Telouet é bem mais interessante por dentro do que por fora. A parte interna me impressionou muito. Não esperava ver nada além de barro, e foi uma surpresa muito agradável!

Muitas cegonhas por todo o país!

Muitas cenas interessantes no caminho.

E muitos Kasbahs também.

Depois de um tempo chegamos na grande atração, o Ait Benhaddou. Este é o Kasbah mais bem preservado do Marrocos.

Hollywood teve uma grande participação nisso. Muitos filmes foram filmados ali, como O Gladiador por exemplo, e em Ouarzazate, que é a cidade mais próxima dali, tem um estudio que foi usado por vários filmes,e é usado até hoje. Seus dias de glória já se foram, mas muitas famílias da região ainda vivem a base dos filmes e do turimo somente. Reza a lenda que este local abaixo foi usado como a prisão no filme Gladiador. Tem até alguns objetos usados no filme.

Mas eu achei bacana mesmo visitar uma casa do Kasbah por dentro! A cozinha antiga. 10 familias ainda vivem ali.

A sala que é usada até hoje.

Ouarzazate é a porta de entrada para o deserto, então a maioria dos tours que passam uma noite no Sahara param em Ait Benhaddou.

Para quem estiver viajando pelo país por conta própria, tem ônibus de Marraquesh,da mesma empresa que usamos para ir a Essaouria, a Supratours. Deve demorar mais, mas para os viajantes independentes melhor mesmo passar uma noite por lá.

Usamos a empresa Suntrails para o tour e recomendo demais. O motorista/guia foi excelente, e tudo saiu exatamente como o combinado, o que é uma coisa atipica no Marrocos. Foi tudo acertado por email e o tour saiu 70 euros por pessoa e pago lá, depois do passeio. O dono da empresa, Cristian, com quem falamos e nos comunicamos por email fala portugues! Um albanês no Marrocos falando português!! O preço é mais que o dobro do que qualquer outro tour, mas valeu cada centavo pela tranquilidade que tivemos de fazer tudo no nosso tempo, sem falar que não encontramos grupos enormes de milhares de pessoas em nenhuma das paradas e deu aquela sensação de paz e calma.

Seja com for, minha dica é, vá ao Ait Benhaddou. É um passeio cansativo a partir de Marraquesh mas vale o esforço!

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 201 other followers