Marrakech, o verdadeiro samba do crioulo doido

O que dizer sobre Marrakech? Barulhenta, vibrante, colorida, empoeirada, tudo ao mesmo tempo agora. Eu acho que Marrakech tem o melhor e o pior do Marrocos, foi pelo menos isso que senti.

 

No mesmo dia que você é quase atropelado 40 vezes por mil mobiletes, você pode ir ao um lugar como o Jardim  Majorelle  e se sentir no lugar mais em paz do planeta.

Ou mesmo lidar com os vendedores ávidos e rápidos dos souqs no mesmo dia que  esbarrar com um tiozinho calmo, sem pressa e que te oferece um chá de menta regado a um papo como se não houvesse amanha.

No meu caso, o refúgio diário foi meu Riad. Essa é Marrakech! Onde a confusão e loucura marroquina se encontram com a paz e a calma. Ficamos hospedados lás e passamos 2 dias inteiros e 4 noites na cidade. Eu achei ótimo pois deu para ver tudo que queríamos sem ter que acordar de madrugada como nos outros dias. Mais do que 2 dias inteiros me deixariam um pouco cansada de tanta informação. Nosso roteiro foi basicão. Foi tudo no nosso tempo sem desespero, e como cada dia eu desacelero mais minhas viagens, preferi ver o que pude com calma a correr para ver tudo que dava com pressa.

Com um pouquinho mais de pressa teriamos tido tempo para passear pelos portões da cidade, mas confesso que não fez muita falta.  Para falar a verdade nenhum ponto de Marrakech foi muito impressionante.  O que encanta na cidade é éla. A medina, as pessoas, as cores, a bagunça, os souqs, o samba do criooulo doido que é aquela praça, isso tudo.

E por isso mesmo, no primeiro dia a única coisa que fizemos foi caminhar pelos souqs, nos divertir negociando preços, rir com o povo me perguntando com uma curiosidade receosa: “marroquina? “ em francês, nos perguntar como pode mesmo aquele povo sobreviver ao transito das mobiletes, e isso tudo já foi mais que suficiente para nutrir uma certa simpatia pela cidade.

Eu acho que o grande barato de Marraquech é mesmo observar os tipos, como diria o pai de uma amiga. É muito interessante.

Para quem gosta de conhecer um país através das pessoas como eu, é um prato cheio. E apesar de não poder deixar passar algumas atrações da cidade, para mim a melhor parte do dia foi comer o melhor couscous da vida por um preço baratex, sentada num restaurante vazio, já que era tarde para o almoço e cedo para o jantar, e observar  o sol cair na praça Djemaa el fna e ver a transição que ela sofre de manhã para noite.

E nos próximos posts vou falar um pouco sobre essa experiência maravilhosa que tivemos no Marrocos! Foram poucos dias, mas intensos.

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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no "sobre" e escolha "sobre mim" na barra superior.

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