Nepal- dicas práticas

Revendo os posts sobre o Nepal, acho que faltou um mais prático e objetivo.
Vamos lá, tentar fazer o impossível para mim: resumir!
Quanto: o Nepal é um país baratíssimo. Se o seu esquema for econônmico como o nosso, a passagem para chegar e sair de lá será a maior despesa. Mas para fazer trekking a despesa pode ser maior pois você provavelmente precisará de um guia, de pagar autorizações para entrar nos parques nacionais, e possivelmente uma agência para fazer esses tramites todos. Ainda assim a diferença do que é caro no Brasil e caro no Nepal é enorme. Nós gastamos uma média de 20 libras por dia cada um. Ficamos em hotéis simples, porém limpinhos, comemos em locais igualmente simples e limpos, não compramos nada além de um imã de geladeira Mas saimos a noite, bebemos cerveja(que encarece muito a conta!), nos demos ao luxo de pagar um motorista para nos levar a Nagarkot, pagamos entrada de vários lugares e até guia em um deles. Fizemos tudo que queríamos sem precisar usar a calculadora. Já para quem é mais exigente que nós, o valor vai ser maior, mesmo assim é capaz da diária de um hotel bacaninha ser mais barato do que comer num restaurante chumbrega no Brasil.
Cuidados: O nepal é um país tranquilo, onde me senti segura. Mas tem espertinhos,principalmente na capital, portanto abra o olho e desconfie se a esmola for muito grande. O transito do Nepal é maluco e as estradas mais ainda, portanto contrate um motorista em alguma agência confiável  ou dê preferência aos ônibus turisticos por serem menos lotados, mais seguros e mais rápidos. E não pense que isso é se distanciar do povo. Acredite, no Subcontintente indiano mesmo ficando em hotel 15 estrelas e fazendo tour você ainda assim sentirá o que é a região e terá contato com um pouco da realidade. Vai ser em menor grau, mais não tem como fugir. Apesar dos perigos por terra, viajar pelo ar com as companhias nepalesas pode ser ainda mais assustador, prefira encarar as estradas. Também fique esperto com as greves. O 360 meridianos tem um post ótimo sobre essas greves e o que fazer se você estiver no Nepal durante uma delas.
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Idioma: muita gente fala o inglês basicão ou tenta. Se você fala também, não terá muitos problemas em se comunicar. Já o português ninguém nem sabe o que é. Mas o povo é simpático e hospitaleiro e vai fazer de tudo para te ajudar. Relaxe e nunca deixe de ir por causa da língua.
Comida: falei neste post aqui sobre as comidas, mas nunca é demais lembrar que Kathmandu é tão problemática quanto a índia na questão de comida e água.  Inclusive nas minhas pesquisas online eu vi muito mais gente reclamando de problemas com água lá do que na Índia. Tenha cuidados básicos de não tomar água da torneira e sempre observe o lacre das águas engarrafadas. Pense duas vezes antes de comer na rua e escolha restaurantes que tem uma cara melhorzinha, o que não significa que eles são exatamente lindos, porém mais apresentáveis que os podrões.
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Sujeira: o conceito de limpeza é diferente aqui. E desculpe a constante comparação, mas ainda assim é trocentas vezes melhor do que na Índia. Quem ficar em hoteis maravilhosos e só comer em restaurantes estrelados vai ter menos contanto com ela, mas não vai fugir totalmente. Uma hora ela aparece, mas dá para amenizar. Lembre-se que isso significa ter uma experiência amenizada também, o que para muita gente pode ser ótimo. Se não é o seu caso, e como nós você vai encarar hoteis e restaurantes mais comuns, relaxe e tenha em mente que você deve adotar um padrão diferente para se divertir aqui.
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Eletricidade: A luz cai toda hora.E no Diwali toda hora MESMO. Sem contar que diariamente existem cortes de luz programados. Isso me deprimiu um pouco no Nepal. Tudo escuro demais. Coisas que demoram demais para carregar são problemáticas, um saco. Mesmo nos hoteis com gerador onde ficamos, tem coisa que funciona e outras não no gerador. Geralmente a água quente era 24 horas e a luz também. Tomada nem pensar. Aliás, nem considere um hotel sem gerador. Não faça como eu e encare com bom humor. É chato, mas faz parte.
Banheiro: não crie muitas expectativas. A estrutura dos banheiros que fomos é bem básica. Até no hotel em Nagarkot, que era charmosinho e mais caro, o banheiro era aquela coisa(como na foto abaixo). Limpo, mas com o chuveiro sem divisória, aí a gente molha o banheiro inteiro qjuando toma banho. Mas isso foi o que eu vi em todos os hoteis do Subcontinente indiano onde nos hospedamos. E ficamos em 2 hoteis bem ruins, mas os outros eram simples mas normais. Mais para pousadas do que para albergues, se é que vocês me entendem. E papel higiênico não existe nos restaurantes normais, mas nos hoteis que ficamos sim. Aliás, os banheiros de muitos restaurantes consistem em uma privada no chão, como em quase toda Ásia. Relaxe, com o tempo a gente aprende a abstrair a dificuldade que é usá-la.  Sempre tenha lenço de papel na bolsa para uma eventualidade.
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Clima e época do ano: fomos ao Nepal em novembro. É  uma época que chove pouco e vê dias de céu aberto, excelente para turistas e principalmente trekkers. Outubro e novembro são considerados os melhores, logo são a alta temporada que vê preços altos e hoteis lotados. Assim como de fevereiro à abril. Já dezembro e janeiro são meses muito frios, principalmente para quem deseja ir às montanhas. De maio à agosto é a época de monsões. Setembro é um ótimo mês para quem quer pegar bom tempo a preços mais baixos ainda, pois  é o finalzinho da baixa temporada.
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Quantos dias: Ficamos míseros 4 dias, pois o Nepal se encaixou no nosso roteiro mas não tínhamos a intenção de explorar. Uma passada rápida ao país exigiria pelo menos 1 semana. E para conhecer melhor, 1 mês pode ser pouco! Para quem deseja fazer trekking, 10 dias seria o mínimo para conseguir aproveitar. Mas tudo isso é pessoal demais e vai depender da sua disponibilidade e vontade.
E abra o coração para viver a experiência que esse país bacana merece!
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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no "sobre" e escolha "sobre mim" na barra superior.

8 comentários em “Nepal- dicas práticas

  • janeiro 28, 2013 a 1:50 am
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    Lili, comecei por esse post!!! Ainda bem q já estou esperando tdas essas dificuldades, acho q nesses países o lance é relaxar e manter o bom humor com os perrengues! Mas a privada asiática, ngm merece! Odeioooo… ainda bem q eu já fiz um intensivão na China! hahahahhaha Beijos

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    • janeiro 28, 2013 a 7:42 am
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      Fabi, o Nepal vc vai tirar de letra! So nao se incomode com o status de celebridade instantânea que vc vai ganhar. Mas vc ja deve estar acostumada pois vai muito a China.

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  • agosto 8, 2014 a 1:28 pm
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    Nao entendi esse TOMADAS NEM PENSAR. Alias como carregar a maquina fotografica ou o celular lá? Não dá? Gostaria de saber pq terei que trabalhar alguns dias e necessito de tomadas.
    pode me dizer algo por favor?
    grata

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    • agosto 8, 2014 a 1:54 pm
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      Renata, tomadas não funcionam 24 horas, foi o que quis dizer. A eletricidade não é 24/7 mesmo em hotéis com geradores. Mas essa foi a minha experiencia. Ficamos em hotéis mais simples, tipo pousadinha. Também fomos em pleno Diwali, o que pode mudar as coisas também. Dificilmente a realidade é assim em hotéis mais luxuosos. Se vc for ficar em pousadas como nós, não se desespere, mas acho uma boa levar uma extensão com varias tomadas para carregar tudo junto pois é dureza ter mil gadgets para carregar, um tomada e eletricidade no maximo 12 horas por dia. Vale levar um carregador desses que vc carrega uma vez e ele da 5 ou 6 cargas via USB. É isso!

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  • setembro 29, 2014 a 1:26 am
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    Vou falar sobre o Nepal em uma feira semana que vem, e a experiência de vocês me ajudou, obrigada por postarem… esta da privada fiquei sabendo ontem kkkkkkk

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  • dezembro 16, 2016 a 9:01 am
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    Esqueci meu certificado de vacina contra febre amarela no Brasil. Você lembra se te pediram isso na entrada em Katmandu? Obrigado!

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    • dezembro 16, 2016 a 4:34 pm
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      Não me pediram porque não usei meu passaporte brasileiro, Erick. Acho que o melhor é olhar no site da embaixada/consulado deles. Contar com a experiência dos outros quando quem manda é a lei pode te deixar numa situação dificil. Na Tailândia por exemplo eu quase fui barrada por conta disso. Tive que explicar que mesmo com o passaporte brasileiro, não ia lá ha algum tempo. Eu não sei se o Nepal exige isso mas não custa conferir com eles mesmo.

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