Sobre viagem, preconceitos e Cruzeiros

Há poucos dias eu voltei do meu primeiro Cruzeiro. Há anos eu disse não combinava com esse estilo de viagem. E esses dias mesmo eu falava sobre o quanto já mudei meu pensamento, quebrei alguns preconceitos que tinha relacionados à viagens, e que ja estava pronta para quebrar essas birras bobas. Não que eu achasse que ia amar(como no final das contas aconteceu!). Mas pela experiência em si. Eu amo viajar, já experimentei tanta coisa nessa minha jornada de viajante, por que não provar uma maneira tão unica de viajar? Assim como amo comer e me recuso a dizer que “odeio cebola” sem nunca ter comido, seria um crime não aceitar o convite que a Pullmantur me fez e dizer: “não obrigada, não gosto de Cruzeiros” sem nunca ter ido a um.

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Então eu fui de coração aberto para conhecer essa maneira de viajar, que para mim era completamente nova. Como não conhecia ninguém e era algo novo para mim, a chance de dar errado existia e eu sabia. Mas ao contrário do que eu previa, foi muito divertido!

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Cruzeiro é uma maneira super independente/mochileira de fazer uma viagem? Claro que não. Realmente é um local pronto para receber turistas, pronto para entreter pessoas. Afinal de contas você estará em alto mar por alguns dias, e tudo que você terá estará a bordo. Então nada mais natural que o local tenha uma mega estrutura para atender todos a bordo como se não existisse terra. Interessante que a sensação de ter tudo que você precisa concentrado num lugar, essa mesma sensação que me dá agonia em algumas viagens, me deu um extremo alívio no cruzeiro. Tendo um all inclusive então você não se preocupa com NADA. Mentira, você pode se preocupar com como vai dar conta de fazer tudo que o cruzeiro oferece sem voltar um caco! Fora isso, a preocupação é zero!

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Quer acordar e ter um dia inteiro na piscina sem fazer nada, só levantando para pegar a proxima cerveja? Tem.

Quer acordar cedo, ir à academia(que no barco Monarch tem vista panorâmica para o mar, que chato), pegar uma piscina, almoçar, depois tomar um cafézinho ao som de um piano e finalizar o dia com uma peça de teatro? Tem também!

Quer acordar tarde, tomar uns bons drinks na piscina ao som de uma musiquinha latina, jantar, fazer um esquenta ao som de uma banda e depois badalar até amanhacer numa night club? Também tem!

Quer um ambiente mais sofisticado, dormir depois do almoço numa tenda com vista para o mar, num espaço mais seleto e acabar a noite num bar com vista 360 e com pouca gente? Você provavelmente vai ter que pagar um pouco a mais para isso, mas também tem.

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Então o conceito do cruzeiro é que você se divirta mas que fique tranquilo com TUDO. Alguém já pensou em cada detalhe para você antes. E isso é de uma certa forma uma alívio e um conceito de férias férias mesmo. Para mim, que sempre organizei tudo timtimportimtim, foi uma sensação tão diferente. Eu achei que poderia ter uma agonia dessa coisa toda pronta mas gente do céu, como é bom ser bajulada, ter tudo ali na sua mão. O All inclusive num navio tem um ótimo custo benefício ja que você vai sair por poucas horas de lá, e logo vai desfrutar muito mais do que pagou do que num Resort por exemplo.

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Já as paradas nas cidades são realmente muito rápidas. Confesso que sim, deu vontade de ficar mais tempo em todas. Mas se a idéia do Cruzeiro é te fazer aproveitar o barco em si e tudo que ele proporciona, as paradas devem ser vistas como um plus. Se você encarar assim, não vai ter aquele bichinho te mordendo para ficar mais tempo em lugar nenhum. Em compensação você tem tempo suficiente para sentir qual lugar merece uma revisita, como Cartagena pela qual caí de amores e quero voltar.

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Escolher as excursões que te agradam ou já ter uma idéia do que fazer de maneira independente antes das paradas é algo que eu aconselho. Como o tempo fora do navio é pouco, perder o tempo divagando demais sem saber o que fazer não é a melhor ideia.

Eu fiz um cruzeiro de 5 dias, bem curtinho, e achei que seria o tempo perfeito para não cansar. Não podia estar mais enganada! Eu saí com muita peninha, teria ficado facilmente mais tempo. Como estava numa press trip, o grupo era grande. A incerteza se as pessoas seriam legais também, você nunca sabe quem encontrar nesse tipo de viagem. Mas eu tive toda a sorte do mundo porque o nosso grupo era o melhor! Como foi divertido, como conheci pessoas legais, como fui bem tratada, foi realmente uma experiência muito bacana.

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Mas Liliana, o que eu tenho a ver com a sua experiência? Nada e tudo. Bom, se eu tive a sorte de encontrar um grupo super legal, é possivel que você também tenha. Até porque você vai passar dias no mesmo lugar com as mesmas pessoas. E por mais que o navio seja imenso, pessoas que tem os mesmos interesses vão acabar se juntando nos mesmos lugares do navio, o jantar acontece na mesma mesa toda noite e você divide a mesa com o mesmo pessoal, e assim os grupos se formam. É inevitável conhecer gente num cruzeiro, principalmente num cruzeiro pelo Caribe e América Latina, onde as pessoas são mais abertas e falantes. Mas se você tiver um grupo querendo fazer essa viagem com você, melhor ainda. Aí a diversão é garantida mesmo! Atividades para animar seus amigos não faltarão. E o Cruzeiro (pelo menos esse que eu fui!) proporciona exatamente essa atmosfera de férias e festa que agita qualquer grupo.  Realmente é uma experiência que quem gosta de viajar deveria ter uma vez na vida!

A minha conclusão disso tudo, é que nesse mundo de viagens a gente precisa parar de colocar rótulos. Cada vez mais eu tento fazer isso. Nas viagens e na vida. Parar de ter preconceitos e de ter certeza que a gente vai detestar algo que nem sequer experimentou. Certamente há quem tenha ido a cruzeiro e odiado, assim como teve muita gente que detestou a India, assim como tem gente que já acampou e percebeu que não é a sua praia mesmo. Mas pensem bem sobre o conceito de viajar, que é exatamente abrir a mente, conhecer algo novo, se expor um pouco mais. Se você gosta de viajar, é possível que não tenha medo do novo. Ao contrário, o novo e o diferente costumam exercer um certo fascínio no viajante. Então por que não deixar esse tipo de rótulo de lado e se aventurar num novo tipo de viagem também? Foi o que eu fiz, e digo com toda certeza que valeu! Já estou pronta para quebrar outros preconceitos como esse.

 

Essa viagem foi feita a convite da Pullmantur. Agradeço muito ao pessoal da Pullmantur e da Proximity pelo convite, pela atenção, pelo carinho e cuidado comigo nesses dias. Esse é apenas um post reflexivo sobre esse cruzeiro a bordo do navio Monarch que passou pelo Panamá, Colombia e Aruba. Um outro post com dados e dicas práticas virá em breve.  

 

 

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lilistahr

Uma capixaba morando em Londres há mais de 12 anos, e apaixonada pela capital britânica. Viciada em viagem, com uma queda por praias paradísiacas e destinos menos óbvios. Para saber mais clique no “sobre” e escolha “sobre mim” na barra superior.

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